Visa: 74% do varejo espera vendas por agentes de IA, mas só 15% está pronto
Estudo da Visa mostra que 74% dos varejistas esperam vendas mediadas por agentes de IA em dois anos, mas só 15% se dizem preparados. Veja os dados.
O varejo brasileiro acredita que os agentes de inteligência artificial vão ganhar peso nas vendas online, mas admite que ainda não sabe lidar com eles. Segundo o Global Digital Shopping Index 2026, estudo da PYMNTS Intelligence em parceria com a Visa divulgado em setembro de 2026, 74% dos varejistas no Brasil esperam que agentes de IA respondam por pelo menos 5% das vendas digitais nos próximos dois anos. Apenas 15%, porém, dizem estar preparados para operar nesse cenário.
O consumidor já está usando
Do lado do comprador, a mudança já começou. Mais da metade dos consumidores brasileiros (53%) afirma ter usado IA em algum momento da jornada de compra, acima dos 46% registrados nos Estados Unidos. O uso de ferramentas de IA generativa para pesquisar produtos saltou de 2% em 2024 para 32% em 2026.
A disposição para delegar a compra também aparece, desde que haja proteção: 28% permitiriam que um agente fizesse uma compra automática se tivessem 24 horas para cancelar, e 25% aceitariam compras automáticas quando o preço caísse abaixo de um limite definido.
O ponto cego do varejo
Outro dado revela o tamanho do desafio: só 21% dos varejistas conseguem identificar quando uma venda teve origem em uma plataforma de IA. Sem essa informação, fica difícil medir o retorno, ajustar investimentos e entender como os produtos estão sendo recomendados.
O estudo também reforça a integração entre físico e digital: 57% dos consumidores usaram o celular durante a última compra em loja, e 65% dizem que os meios de pagamento aceitos influenciam onde compram. Para Gustavo Carvalho, vice-presidente de serviços de valor agregado da Visa no Brasil, o varejo precisa organizar dados, adaptar canais e preparar a infraestrutura para receber esses agentes.
O que muda com o comércio agêntico
No chamado comércio agêntico, o cliente pede a um assistente de IA que encontre, compare e, em alguns casos, compre o produto. A vitrine deixa de ser apenas a página da loja e passa a ser a resposta do assistente. Quem não aparece ali perde a venda antes mesmo de o consumidor conhecer a marca.
O que isso significa para quem vende e empreende na internet
- Catálogo impecável: títulos, descrições, preços, estoque e especificações completas e padronizadas facilitam a leitura por agentes de IA.
- Dados estruturados: usar marcações de produto no site ajuda buscadores e assistentes a entender o que você vende.
- Reputação: avaliações de clientes e políticas claras de troca pesam na recomendação feita por assistentes.
- Mensuração: configure parâmetros de rastreamento e acompanhe o tráfego vindo de ferramentas de IA no seu analytics.
- Pagamento: ofereça meios de pagamento variados e seguros, já que o consumidor considera isso na escolha.
A distância entre expectativa e preparo mostra uma oportunidade para quem se mover primeiro. Pequenos lojistas que organizarem catálogo e dados agora podem competir em pé de igualdade com grandes marcas nas recomendações feitas por IA.
Fonte: TI Inside. Texto original da redação Promove Cursos, com base nas informações publicadas pelo veículo.
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