YouTube dobra exigência de horas assistidas para novos canais monetizarem
YouTube eleva para 8 mil horas anuais e 20 milhões de views em Shorts a porta de entrada do Programa de Parcerias. Veja o que muda e quando.
O YouTube anunciou em 10 de agosto de 2026 uma revisão importante nas regras de entrada do Programa de Parcerias do YouTube (YPP), o sistema que permite aos canais ganhar dinheiro com anúncios e outras fontes de receita. A principal mudança: novos criadores precisarão de 8 mil horas de exibição públicas em 12 meses, o dobro das 4 mil horas exigidas até agora. Para quem entra pelo caminho dos Shorts, a meta sobe de 10 milhões para 20 milhões de visualizações válidas em 90 dias. As novas regras passam a valer em 1º de fevereiro de 2027.
O que muda na prática
Segundo a reportagem do TechCrunch, a alteração vale apenas para quem ainda vai pedir entrada no programa. Canais que já fazem parte do YPP não serão afetados pelos novos patamares de entrada. Há, porém, uma regra adicional voltada aos Shorts: para continuar recebendo a fatia do chamado Shorts Creators Pool, o criador terá de manter pelo menos 10 milhões de visualizações em Shorts a cada 90 dias. Quem ficar abaixo disso continua parceiro, mas deixa de receber a receita específica dos Shorts até voltar a atingir a marca.
A justificativa da empresa é o tamanho que a plataforma alcançou. O YouTube citou números como mais de 200 bilhões de visualizações diárias de Shorts e mais de um bilhão de horas diárias assistidas em televisores como sinais de que o ecossistema amadureceu. No mesmo pacote, a empresa também falou em ampliar globalmente o Premium Lite, plano de assinatura mais barato, e argumentou que, em média, os parceiros ganham mais quando um espectador vira assinante do que quando assiste com anúncios.
Por que isso importa para quem está começando
A barreira de entrada mais alta muda o cálculo de quem pretende viver de YouTube. Até aqui, muitos canais pequenos traçavam a meta das 4 mil horas como primeiro grande marco. Com o novo patamar, o caminho até a monetização direta tende a ficar mais longo, especialmente para nichos com público menor ou vídeos curtos.
Ao mesmo tempo, a janela até fevereiro de 2027 cria um senso de urgência: quem está perto dos requisitos atuais tem alguns meses para tentar entrar no programa ainda sob as regras antigas, desde que cumpra as demais políticas da plataforma.
O que isso significa para criadores e marcas
- Acelere se estiver perto da meta: canais próximos das 4 mil horas ou dos 10 milhões de views em Shorts devem priorizar consistência e formatos que geram tempo de exibição antes de fevereiro de 2027.
- Diversifique a receita: afiliados, produtos próprios, cursos, mentorias e patrocínios não dependem do YPP e ganham peso para quem ainda não monetiza.
- Vídeo longo volta a ter valor estratégico: horas de exibição vêm principalmente de conteúdos mais extensos, como aulas, tutoriais e análises aprofundadas.
- Monitore os Shorts com atenção: para quem já é parceiro, a exigência de manutenção de 10 milhões de views trimestrais transforma os Shorts em uma métrica a ser acompanhada de perto.
Para marcas, a mudança tende a reforçar o valor de criadores de nicho que ainda não monetizam pelo programa: eles podem estar mais abertos a parcerias pagas e permutas, desde que o público seja qualificado. O recado geral do YouTube é claro: a plataforma quer premiar canais com audiência consistente, e não apenas picos virais.
Fonte: TechCrunch. Texto original da redação Promove Cursos, com base nas informações publicadas pelo veículo.
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