A implantação do split payment, prevista para 2027, pode reduzir o caixa das empresas e gerar discussões entre empresários, políticos e especialistas…
Na prática, o split payment retira a parte do tributo – PIS, Cofins, ICMS – do valor da nota fiscal no momento da transação e a envia diretamente ao fisco.
Até então, o imposto permanecia no caixa da empresa por um período que varia entre 30 e 90 dias, até a apuração e o pagamento.
Fábio Pina, assessor econômico da FecomércioSP, alerta que a medida cria um "mega problema" ao reduzir o fôlego de caixa, sobretudo em cadeias onde os prazos comerciais são longos.
Ele destaca que, atualmente, as empresas contam com um intervalo de 15 a 30 dias entre a venda e o recolhimento, o que pode desaparecer com o split payment.
A discussão ganhou força nas últimas semanas. Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, prometeu eliminar o instrumento caso o…
candidato seja eleito, alegando que ele "asfissa o capital de giro do pequeno". Por outro lado, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defende que o split payment combate a sonegação e…
Para empreendedores, profissionais de marketing e criadores de conteúdo, a mudança pode impactar diretamente o fluxo de caixa e a estratégia de investimento.
Algumas ações recomendadas são: Reavaliar a política de crédito: analise a necessidade de linhas de financiamento de curto prazo para suprir o intervalo reduzido de recebimento.
Especialistas apontam que a adoção do split payment será faseada, começando de forma opcional no segundo semestre de 2027 e restrita a transações B2B.
A obrigatoriedade geral foi adiada para 2028, permitindo que empresas e instituições financeiras se adaptem tecnologicamente.
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