Google reduz para 10 mil seguidores exigência para perfis na Busca nos EUA
Google baixou para 10 mil seguidores o requisito para criar perfis na Busca e permitiu gerenciar várias marcas com um login. Recurso ainda é só dos EUA.
O Google reduziu para 10 mil seguidores a exigência mínima para que criadores de conteúdo e veículos possam reivindicar seus perfis na Busca, páginas que reúnem em um só lugar artigos e publicações de redes sociais de uma mesma fonte. A mudança foi divulgada em setembro de 2026 e, por enquanto, vale apenas para os Estados Unidos, com promessa de expansão para outros países.
Uma exigência que caiu rápido
O recurso foi apresentado em junho de 2026 com critérios bem mais altos: 100 mil seguidores no YouTube, Instagram ou X, ou 300 mil no TikTok. Em agosto, o requisito caiu para 35 mil seguidores em qualquer uma das plataformas. Agora, basta ter 10 mil seguidores em uma das contas elegíveis, contadas individualmente.
Na prática, isso significa que um criador com 10 mil inscritos no YouTube já se qualifica, mesmo sem grande audiência em outras redes.
A redução em poucos meses indica que o Google quer ampliar rapidamente a base de perfis, trazendo criadores de médio porte para dentro do recurso.
Novidades para veículos de mídia
Além do novo limite, o Google anunciou duas mudanças:
- Login único para várias marcas: empresas de mídia podem reivindicar e gerenciar perfis de todas as suas publicações a partir de uma só conta, algo que antes exigia uma conta Google por perfil;
- Novo visual dos artigos: manchetes mais longas e miniaturas de imagem otimizadas na exibição do conteúdo no perfil.
Segundo o Google, criar um perfil não afeta diretamente o ranqueamento na Busca. Os principais benefícios aparecem no Google Discover, o feed de conteúdo recomendado.
Por que isso interessa ao mercado brasileiro
Mesmo restrito aos Estados Unidos, o recurso sinaliza como o Google quer tratar criadores e marcas: como fontes identificáveis, com presença reunida em várias plataformas. Em um ambiente de respostas geradas por IA, reconhecer quem produz o conteúdo ganha importância, e a identidade de marca passa a ser um ativo de SEO.
O que criadores e empresas podem fazer desde já
- Consolide sua identidade: use o mesmo nome e visual em site, YouTube, Instagram e demais redes, facilitando a associação entre perfis;
- Invista no Discover: imagens grandes e de qualidade, títulos claros e conteúdo atual ajudam a aparecer no feed;
- Construa audiência em mais de uma rede: o critério de seguidores mostra que presença social pode se converter em visibilidade na Busca;
- Organize a autoria no site: páginas de autor e informações sobre a empresa reforçam sinais de credibilidade;
- Acompanhe a expansão internacional para reivindicar o perfil assim que o recurso chegar ao Brasil.
Para quem trabalha com marca pessoal e conteúdo, o recado é que SEO e redes sociais estão cada vez mais conectados, e a autoridade construída em uma plataforma pode ajudar a ganhar espaço na outra.
Fonte: Search Engine Journal. Texto original da redação Promove Cursos, com base nas informações publicadas pelo veículo.
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